RSS

IMPRESSÃO EM 3D

14 out

A impressão 3D está deixando de ser uma novidade curiosa para se tornar a principal força por trás de uma revolução manufatureira. Com o barateamento e disseminação das máquinas que conseguem produzir objetos físicos a partir de desenhos no computador, muitas perspectivas comerciais e industriais são criadas. E não são apenas novos jeitos de fabricar, mas novos jeitos de pensar a fabricação.

A discussão é tema do livro lançado na semana passada Makers: The New Industrial Revolution (Realizadores: a nova revolução industrial, em tradução livre; sem edição brasileira), do jornalista Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired. “A ideia de fábrica está mudando”, escreve ele, em seu típico modo empolgado. “Assim como a internet democratizou a invenção em bits, uma nova classe de tecnologias de rápida prototipagem, de impressão 3D e cortadoras a laser, está democratizando a invenção em átomos. Você acha que as últimas duas décadas foram incríveis? Então espere só.”

Anderson se consagrou com livros como A Cauda Longa e Free – Grátis – O Futuro dos Preços, que mastigam macrotendências da internet. Embora muitas vezes o jornalista norte-americano seja acusado de ser simplista, é inegável que seu olhar está na direção certa. Repare nos termos “bits” e “átomos”, que podem ser traduzidos por software e hardware, virtual e físico, mundo digital e mundo real.

A impressão 3D representa uma fronteira cada vez mais difusa entre bits e átomos. E o melhor é que o foco está menos em excentricidades como “máquina imprime comida” e mais em notícias como a de que a Boeing vai produzir asas de avião em impressoras 3D gigantes.

Em casa

Mas a revolução da impressão 3D não está em corporações como a Boeing e, sim, nas oportunidades que ela abre para inventores e empresários. A impressão 3D permite que os pequenos “makers” fabriquem coisas que antes só os maiores conseguiam. Uma pequena manufatura pode surgir numa garagem.

“Dar poder ao ser humano comum de materializar qualquer ideia”, resume o blog do projeto Metamáquina, integrado por Felipe Moura, Felipe Sanches e Rodrigo Rodrigues da Silva. O primeiro estudou no Instituto de Matemática e Estatística, da Universidade de São Paulo (USP), os outros dois vieram da Escola Politécnica, também da USP.

Numa apertada sala numa antiga vila italiana da Barra Funda, os três constroem pequenas e artesanais impressoras 3D. Já venderam 27 máquinas desde maio (uma impressora montada custa R$ 3.700; desmontada, R$ 2.900), mas tiveram de interromper a produção agora. “Tem mais demanda do que capacidade de entrega”, diz Sanches.

Seus clientes são principalmente arquitetos e engenheiros, que querem as máquinas para produzir moldes e protótipos com mais facilidade e economia. Mas há também universidades em busca dos aparelhos: a Poli já tem uma Metamáquina e a Universidade de Brasília acaba de encomendar uma.

Além de vender máquinas, o trio imprime peças sob encomenda. Uma estilista se interessou em fabricar uma linha de biquínis de plástico. Um casal queria um modelo do filho que estão esperando, produzido a partir de uma ultrassonografia 3D. Um pedido foi especial: um médico solicitou a impressão de um modelo da aorta de um paciente, possibilitando a visualização de um detalhe do corpo do paciente como objeto físico.

Produção

O último exemplo aponta para uma das maiores vantagens da manufatura a partir da impressão 3D: a produção a baixo custo de uma peça individual e exclusiva.

Já existe uma disponibilidade interminável de modelos 3D prontos de brinquedos, capas de celular, peças de decoração, utensílios de cozinha, chaveiros, acessórios, encontrados em sites como o brasileiro Designoteca e o americano Thingiverse. Eles funcionam como comunidades de troca de informação sobre técnicas e produtos e de desenhos que podem ser baixados para impressão em 3D.

O Thingiverse está ligado à empresa MakerBot, conhecida por suas impressoras acessíveis. Ela acaba de lançar a Replicator 2, seu modelo mais bem acabado e comercial, com um preço de US$ 2.199. A novidade não parou por aí: pela primeira vez, a MakerBot manteve fechado o código do software de uma máquina sua, além de não divulgar os diagramas do hardware.

Uma discussão que certamente estará presente na 3D Printshow, primeiro grande evento do setor, realizado no Reino Unido nos dias 20 e 21 deste mês. Múltiplos aspectos da área serão contemplados como design, arte, negócios, tecnologia, comércio e direitos autorais. Tudo envolvido por um clima de otimismo triunfante, resumido no site do evento: “A internet mudou o mundo nos anos 90. O mundo está prestes a mudar outra vez”.

Fonte: Por Camilo Rocha – O Estado de São Paulo
 
1 comentário

Publicado por em 14/10/2012 em Tecnologia da Informação

 

Uma resposta para “IMPRESSÃO EM 3D

  1. lista de email

    08/11/2012 at 8:29

    thanks a lot for enjoying this beauty article with me. i am appreciating it very much! lista de email lista de email lista de email lista de email lista de email

     

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: