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Arquivo mensal: dezembro 2012

Fábrica da St. Jude Medical – Belo Horizonte – MG

Soluções priorizam fluxos de produção

O conjunto arquitetônico da nova fábrica da St. Jude Medical, projetado por Paulo Bruna Arquitetos Associados, apresenta soluções que priorizam fluxos e as diferentes necessidades de cada espaço da indústria.  Usa linguagem tecnológica para traduzir a imagem da ciência e da confiabilidade.

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Com mais de 50 mil metros quadrados de área, quase a metade é destinada à preservação ambiental.  A gleba de 460 metros de comprimento apresenta aclividade acentuada e tem sua parte posterior ocupada por lago e bosque.  Após a implantação, ainda restarão 150 metros lineares de área de preservação ambiental.

O prédio foi acomodado em um platô, o que deu visibilidade ao edifício e evitou  a necessidade de intervenções mais significativas e onerosas no terreno.

Segundo Pedro Bruna, o cliente queria um volume único para todas as dependências da fábrica, incluindo escritórios e refeitório.  Além disso, era necessário prever estrutura e distribuição espacial já considerando futuras expansões.

A arquitetura de linguagem tecnológica, que traduz uma imagem científica e de confiabilidade, era outro item do programa apresentado pela empresa.

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Outro desafio estava no planejamento dos fluxos: fluxo das matérias-primas e produtos, fluxo do pessoal administrativo e o terceiro, mais complexo, o fluxo das equipes de produção até os ambientes de troca de roupa, calçados e de assepsia pessoal, antes do acesso aos postos de trabalho.   “Na última etapa os funcionários lavam mãos e braços da mesma forma que os cirurgiões antes de operar”, relata Pedro Bruna.

Esse percurso tem início no vestiário localizado no térreo, próximo da sala de treinamento, refeitório e demais instalações para uso dos empregados.

A produção forma o desenho de um U e tem em sua parte central todos os setores de apoio, tais como salas com autoclaves para esterilização de instrumentos e laboratórios para o preparo das soluções nas quais as válvulas do coração do animal são imersas até se tornarem tecidos inertes.

 Os materiais chegam e saem pelas docas dos fundos do edifício, para onde se voltam as duas extremidades do U.

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Característica do Edifício

A estrutura do edifício é pré-fabricada de concreto e a cobertura é do tipo metálica com telhas zipadas, a fim de evitar problemas de infiltração.

Os grandes planos transparentes da fachada marcam a localização de escritórios e áreas de estar, enquanto as faces opacas correspondem a setores da produção, que não podem sofrer exposição ao sol.

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A fachada combina dois acabamentos: na área da administração, agregado mineral jateado na cor branca, aplicado sobre argamassa impermeabilizante; e nas superfícies opacas, telhas pré-pintadas aplicadas sobre camada de impermeabilização e manta para isolamento de vapor.

Os pisos internos são revestidos por mantas vinílicas e os externos, por porcelanato antiderrapante.

Fonte: ProjetoDesign – Edição 380 Outubro de 2011
Texto:  Nanci Corbioli
Projeto:  Paulo Bruna e Pedro Bruna
Estúdio Paulo Bruna Arquitetos Associados
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Boas Festas e Próspero Ano Novo

Merry Christimas & Happy New Year, Feliz Navidad y Próspero Año Nuevo!

Joyeux Noël et Bonne Année,  Buon Natale e Felice Anno Nuovo!

Froehliche Weihnachten und ein gluckliches Neues Jahr!  Boas Festas e Feliz Ano Novo dez2012

 

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Viracopos – Projeto de Ampliação do Aeroporto

Concessionária apresenta projeto de ampliação do aeroporto de Viracopos

A concessionária Aeroportos Brasil apresentou o projeto de ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas (SP) e anunciou a intenção de antecipar a construção da segunda pista de pouso, inicialmente prevista para 2018, quando o número de passageiros deve chegar a 22 milhões anualmente.

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A concessionária afirma que o aeroporto será o maior da América Latina em fluxo de passageiros após a ampliação, com a expectativa de chegar a 80 milhões de pessoas por ano em 2038.

As obras do novo terminal de passageiros começaram em agosto e a inauguração está prevista para 2014. A construção da segunda pista ainda depende de decisões sobre o eventual desvio de uma linha férrea que cruza o terreno.

O projeto da nova pista também precisa de aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas o presidente do conselho de administração da concessionária, João Santana, confirma a intenção de antecipar o cronograma. “Já começamos a contactar os projetistas”, disse. Pelo projeto, as obras não devem atrapalhar as operações no aeroporto. Como a nova pista deve ser construída a 2,5 quilômetros da atual, será possível a operação de partidas e decolagens simultâneas.

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Futuro
Com investimento total estimado em R$ 8,4 bilhões ao longo dos 30 anos de concessão, o Aeroporto Internacional de Viracopos será preparado para receber 80 milhões de passageiros/ano, segundo a concessionária que venceu o leilão do aeroporto em fevereiro.

O novo aeroporto de Viracopos foi concebido a partir do conceito de ‘aeroporto cidade’ e prevê, na expansão, também hotéis, shopping center e centro de convenções. O projeto foi desenvolvido em parceria com a projetista holandesa NACO, consultoria especializada na engenharia de aeroportos responsável pelo aeroporto de Schipol, em Amsterdã, e também com a consultoria da Flughafen München GmbH (FMG), operadora do Aeroporto de Munique, na Alemanha, o sexto maior da Europa.

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Etapas do projeto
O projeto de ampliação de Viracopos terá cinco ciclos de investimentos durante os 30 anos de concessão. O primeiro deles, que segue até maio de 2014, já está em execução. Na primeira etapa, a Aeroportos Brasil Viracopos investirá aproximadamente R$ 1,4 bilhão na construção de um novo terminal de passageiros com capacidade para o transporte de 14 milhões de passageiros por ano. O prédio terá ainda 28 pontes de embarque, sete novas posições remotas de estacionamento de aeronaves e um edifício-garagem com 4 mil vagas, além da ampliação das pistas de taxiamento de aeronaves, até maio de 2014.

Aeroporto de Viracopos em números

Prazo do contrato de concessão 30 anos
Área total atual do aeroporto 8,3 milhões m²
Área total prevista do aeroporto 25,9 milhões m²
Área do terminal de passageiros após   expansão 30 mil m²
Área do pátio de aeronaves após expansão 86.978 m²
Número de passageiros até 2011 7,5 milhões/ano
Número de passageiros até 2038 80 milhões/ano
Investimentos previsto durante o projeto R$ 1,4 bilhão até maio de 2014 e
R$ 7 bilhões nos outros quatro ciclos
Fonte: Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos

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SUSTENTABILIDADE

O projeto também destaca a cobertura do telhado desenvolvido captura da energia solar e com o sistema de reutilização da água da chuva. O edifício-garagem será integrado ao novo terminal de passageiros por uma ponte coberta e contará com restaurantes, loja de aluguel de carros e escritórios dos órgãos públicos federais. A estrutura também estará preparada para uma expansão vertical futura, onde poderão ser construídos escritórios comerciais e um hotel.

A concessionária planeja ainda que o novo terminal e as intervenções previstas no primeiro ciclo de investimentos estejam integradas com os prédios atualmente existentes no complexo durante o período de obras, sem o comprometimento das operações do aeroporto até 2014.

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Obras de revitalização
Simultaneamente às obras do primeiro ciclo do plano de ampliação, a Aeroportos Brasil Viracopos investirá R$ 69 milhões na revitalização do atual terminal de passageiros do aeroporto até que o novo terminal esteja em operação. As intervenções foram iniciadas em agosto e serão concluídas no primeiro trimestre de 2013. Além disso, outros R$ 31 milhões serão investidos na readequação do atual terminal de cargas.

Entre as ações de revitalização previstas está o aumento de 94% da área para sanitários no terminal de passageiros a partir da construção de novos banheiros e da reforma e modernização dos existentes. As áreas de embarque também serão ampliadas em 142%. A concessionária também executará obras complementares no Módulo Operacional Provisório (MOP) para a instalação de esteiras de bagagem, ampliando a capacidade de check-ins.

Na área externa, já estão em andamento as obras para implantação de uma passarela coberta, com cerca de 600 metros de extensão, entre os bolsões de estacionamento e o terminal de passageiros. Outra intervenção prevista para os bolsões de estacionamento é a implantação de guaritas elevadas de vigilância.

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Fonte: Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos
 

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Energia: a abundância solar

A abundante energia solar pode ser transformada em calor para o aquecimento da água para uso das edificações e em energia elétrica para o acionamento de equipamentos e iluminação.

Aquecimento solar da água

O sistema de aquecimento solar da água consiste basicamente de um conjunto de placas solares instaladas na cobertura e orientadas corretamente para a coleta da maior quantidade possível de radiação solar, um reservatório (boiler) devidamente isolado para a retenção do calor gerado e um conjunto de tubulações adequadas com capacidade, resistência e isolamento necessários para a distribuição da água quente, além do sistema auxiliar de aquecimento.
Quando o sistema de aquecimento solar opera pelos mecanismos naturais de movimentação da água por meio do termosifonamento, é chamado de Sistema Passivo. Quando o Sistema Passivo não atende de forma eficiente a movimentação efetiva da água pelos componentes, exigindo-se uma bomba hidráulica auxiliar, temos o chamado Sistema Ativo.

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Termosifão
O efeito de termosifão ocorre quando o aquecimento da água promove uma variação de temperatura entre os coletores e os reservatórios, acarretando uma diferença de densidade e alterando o gradiente de pressão que, por fim, gera a movimentação do fluido.(PRADO R. et al., 2007)

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Retorno do investimento A instalação de aquecimento solar para uma garagem de carros oficiais com 30 funcionários e 22 banhos semanais possui um retorno do investimento de 8,6 anos (não considerando os aumentos das tarifas acima da inflação e o custo financeiro do investimento aplicado).

Geração de energia fotovoltaica

A geração de energia elétrica pelo processo fotovoltaico tem alcançado, nos últimos anos, uma posição relevante entre as opções de geração de energia alternativa, principalmente pelo fato de que é bem simples a montagem e instalação de um sistema de geração básico e o insumo da geração, o sol, está disponível em abundância em todo o território. No entanto, a tecnologia de geração fotovoltaica no Brasil, apesar de estar em processo de redução crescente de custo, ainda é cara e não apresenta uma viabilidade econômica em instalações urbanas. Por outro lado, essa tecnologia se apresenta viável quando atende a obras executadas em locais de difícil acesso, tais como as construções de pontes, estradas e obras temporárias, ou ao atendimento de comunidades instaladas em locais remotos, não atingidas pela rede elétrica convencional, nas quais o custo de implantação da rede elétrica por habitante se torna inviável.
Um sistema de geração fotovoltaico básico é composto de:
1) Fonte geradora composta de placas fotovoltaicas que produzem energia a partir do sol; 2) Controlador de carga e descarga: 3) Inversor que transforma a energia de corrente contínua gerada em corrente alternada; 4) Conjunto de acumuladores da energia ou conexão com a rede da concessionária fornecedora de energia elétrica.
Dois sistemas distintos podem ser instalados para a geração de energia fotovoltaica: o sistema autônomo e o sistema interligado.

Você sabia?

O processo fotovoltaico ocorre quando a célula solar, que é fabricada a partir de um semicondutor processado (o mais comum é o silício), é bombardeada pelos fótons presentes no raio solar. Essa interação faz com que os elétrons livres presentes no semicondutor se movimentem e migrem entre as camadas P e N da célula solar, gerando uma corrente elétrica, que é a energia utilizável na prática (GORE, A,2010; PROGENSA, 2001).

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Sistema autônomo de geração fotovoltaica

No sistema autônomo, a energia gerada é armazenada em baterias especiais chamadas de Baterias de Ciclo Profundo. A partir das baterias, a energia é distribuída na tensão da geração (que normalmente é 12V) ou transformada para a tensão desejada por meio de equipamento chamado de inversor. O retorno do investimento em instalações autônomas é demorado em função do custo total dos equipamentos, que ainda é alto, e da curta duração das baterias (precisam ser trocadas a cada 4 anos em média).

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Retorno do investimento O cálculo do retorno do investimento em energia fotovoltaica é variável em função do custo da energia fornecida pela concessionária, taxas de inflação projetadas para os anos futuros, custos financeiros, custo e vida útil dos equipamentos e gasto com manutenção. Uma metodologia para esse cálculo, amparada por um software com banco de dados atualizado para as cidades brasileiras, é proposta pelo Natural Resources Canada e chama-se RETScreen:

Sistema interligado de geração fotovoltaica

No sistema interligado, a energia gerada passa por um inversor especial e segue para os pontos de uso ou é introduzida na rede do concessionário de energia, podendo passar ainda por um medidor, que irá fazer a medição da quantidade de energia transferida nos dois sentidos. O sistema interligado possui o retorno do investimento bem mais favorável do que os sistemas autônomos e é uma boa opção para a descentralização da geração.

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Outros meios de geração de energia

Duas formas de geração de energia poderão ser viabilizadas para o uso em edifícios nos próximos anos: a geração eólica e a geração solar termomecânica.

A geração solar termomecânica funciona a partir da concentração solar através de espelhos em um tubo cristalino onde circula o líquido, que é aquecido a altas temperaturas e direcionado a um trocador de calor que produz vapor d’água, que, por sua vez, aciona uma turbina geradora. (GORE, 2010). O principal desafio para a viabilização dessa forma de geração é a adequação dos modelos existentes, tanto em forma quanto tamanho, às morfologias dos edifícios.

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Na geração eólica, são utilizadas turbinas que geram energia a partir do vento. Alguns desafios devem ser enfrentados para a sua viabilidade: adequação dos modelos de turbinas à geração com os ventos urbanos, tamanho da turbina compatível com a morfologia das cidades, minimização do barulho gerado com o giro das hélices e proteção para evitar a morte dos pássaros.

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Fonte: Cartilha “Edifícios Públicos Sustentáveis” – Programa Senado Verde do Senado Federal
 

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OSCAR NIEMEYER

Fluidez, poesia e sensualidade são legado da obra de Niemeyer, dizem arquitetos membros do primeiro time da arquitetura mundial.

Jornais destacam obras importantes de Niemeyer, como a catedral de Brasília.

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O diário britânico The Times observa que Niemeyer “continuou trabalhando de sua cobertura em Copacabana até poucos dias antes de sua morte” e era considerado um “ícone nacional ao lado do pioneiro da Bossa Nova Tom Jobim e da lenda do futebol Pelé”.
O jornal observa ainda que as obras do arquiteto, um “comunista ardente”, podiam ser encontradas em países diversos como Argélia, Itália, Israel, Estados Unidos e Cuba, onde “o líder de longa data Fidel Castro era um de seus amigos pessoais”.

O diário americano The New York Times afirma que as obras do arquiteto “instilaram o modernismo com uma nova sensualidade e capturaram as imaginações de gerações de arquitetos em todo o mundo”.
“Niemeyer estava entre os últimos de uma longa linha de verdadeiros fieis do modernismo, que iam de Le Corbusier e Mies van der Rohe aos arquitetos que definiram a arquitetura do pós-guerra do fim dos anos 1940 e dos anos 1950 e 1960”, comenta o jornal.
“Ele é mais conhecido por desenhar os prédios do governo em Brasília, uma nova capital moldada a partir do cerrado brasileiro que se tornou um símbolo tanto do salto da América Latina à modernidade quanto, posteriormente, dos limites das aspirações utópicas do modernismo”, diz o texto.

Na Argentina, o diário La Nación também destacou a morte e afirmou que “o Brasil e o mundo da arquitetura estão de luto”. O jornal observa que Niemeyer é “considerado, junto a Frank Lloyd Wright, Miles van der Rohe, Le Corbusier e Alvar Aalto, uma das figuras mais influentes da arquitetura moderna e internacional”.

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Centro Cultural Oscar Niemeyer – Áviles – Espanha

O francês Le Monde destaca a obra prolífica do arquiteto. “Nascido no dia 15 dezembro de 1907 no Rio, em uma família de classe média de origens alemã, portuguesa e árabe, Oscar Niemeyer participou da criação de mais de 600 obras em uma carreira de 70 anos. Vinte delas ainda estão em execução em vários países”, diz o jornal.

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Le Volkan – Le Avre – França

“Morre o arquiteto estrela Oscar Niemeyer”, afirma o diário alemão Frankfurter Allgemeine em sua primeira página da edição online nesta quinta-feira.  “O mundo da arquitetura está de luto por um de seus grandes nomes: o brasileiro Oscar Niemeyer morreu aos 104 anos.

Outro jornal alemão, Süddeutsche Zeitung, anuncia em sua primeira página: “O último gigante da arquitetura moderna”.  “O arquiteto Oscar Niemeyer parecia capaz de desafiar a gravidade. Ele apoiava enormes blocos de apartamentos em pilares que pareciam tão finos e graciosos quanto as pernas de uma mulher. Os caminhos curvilíneos seguem pelo piso como a conectar uma nuvem a outra. Os corrimãos são desnecessários”, diz o texto do Süddeutsche Zeitung.

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Casino do Funchal – Portugal


Arquitetos de prestígio em todo o mundo exaltaram a sua “genialidade”, bem como a fluidez e a sensualidade de suas construções.

Richard Rogers – Britânico vencedor do Prêmio Pritzker (o Nobel da Arquitetura)
“Oscar Niemeyer era um dos maiores mestres modernos, junto com Frank Lloyd Wright e Le Corbusier. Ele era um artista e poeta e o concreto era seu material natural, que lhe permitia interpretar seus desenhos e ideias que fluíam livremente. O último edifício projetado por Niemeyer que visitei foi a sua Galeria Serpentina, no Hyde Park, que, apesar de pequeno, é um edifício seminal. Ele transmite simplicidade, otimismo e tem belas proporções; nos faz perceber como os edifícios modernos hoje são complexos.

Zaha Hadid – Arquiteta iraniana baseada em Londres, foi a primeira mulher a ganhar o prêmio Pritzker, em 2004.
“Oscar era um cavalheiro e um arquiteto realmente grande – um talento virtuoso. Seu trabalho visionário teve uma profunda influência (no mundo da arquitetura) – com sua ampla originalidade e sensibilidade espacial. Ele me incentivou a perseguir minha própria arquitetura de fluidez total.
“Muitos arquitetos fazem experimentos com a com as formas, mas Oscar levou seu trabalho a um grau mais elevado – usando todas as vantagens do concreto para criar belas formas fluidas. Sua importância para a arquitetura do século 20 é imensa. Nossa profissão perdeu uma grande voz.”

Brandon Haw – Sócio do escritório Foster + Partners, em Nova York, foi diretor responsável pela construção do edifício mais alto da Europa e o primeiro arranha-céu “verde” do mundo.
“Estou em Miami e, de certa maneira, a praia e o sol me lembram dele. A imagem de Niemeyer traz associações com tudo o que é brasileiro e carioca. Ele era o mestre da poética, da coletividade e do espaço e sempre vai influenciar a arquitetura. Niemeyer vai ser lembrado por falar das formas femininas e da coletividade.

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Palácio da Justiça – Brasília – BR

O Palácio de Justiça em Brasília, por exemplo, me marcou muito. Aqueles arcos maravilhosos e o uso expressivo do concreto mostra como ele era o mestre da sensualidade.
Niemeyer costumava dizer que é importante que o arquiteto pense não apenas na arquitetura, mas em como a arquitetura pode resolver os problemas do mundo, servir a todos e não apenas um grupo de pessoas privilegiadas. E ele está absolutamente correto. Nosso trabalho tem uma funcionalidade.
Se conseguirmos lidar com necessidades conflitantes e construir um edifício para trabalhar, viver e brincar, então temos uma grande arquitetura. Nossa obrigação moral é melhorar a vida das pessoas. Niemeyer nos lembrava disso.”

Norman Foster – Presidente do escritório Foster + Partners, em Nova York, é conhecido pela arquitetura arrojada e futurista.
“Niemeyer foi uma inspiração para uma geração de arquitetos. Poucas pessoas têm a oportunidade de conhecer seus heróis e sou grato por ter tido a oportunidade de passar um tempo com ele no Rio no ano passado.
Diz-se que quando o cosmonauta pioneiro russo Yuri Gagarin visitou Brasília, ele comparou a experiência a aterrissagem em um planeta diferente. A cidade é ousada, escultural, colorida e livre – e diferente de tudo o que havia antes. Poucos arquitetos da história recente foram capazes de reunir um vocabulário tão vibrante e estruturá-lo em uma linguagem tão brilhante, comunicativa e sedutora.
Não se pode contemplar a catedral-coroa de Brasília, por exemplo, sem se deslumbrar com seu dinamismo formal e a economia de sua estrutura, que se combinam para gerar uma sensação de leveza interior, com um espaço que parece se dissolver em vidro. E como um arquiteto pode resistir às colunas de concreto do Palácio da Alvorada, que são capazes de tocar o solo de forma tão leve?
Brasília não é simplesmente projetada, é coreografada, cada uma de suas peças parecem ter sido composta fluidamente, como uma bailarina, parada no ar por um momento de equilíbrio absoluto.
Durante nosso encontro no ano passado, ele falou longamente sobre o seu trabalho – e me deu algumas lições valiosas. Parece absurdo descrever um home de 104 anos como jovem, mas sua energia e criatividade foram uma inspiração. Fiquei tocado pelo seu calor e por sua grande paixão pela vida e pela descoberta científica – ele queria saber sobre o cosmos e do mundo em que vivemos. Nas palavras dele: “Estamos a bordo de um navio fantástico!”
(Entrevista concedida a Camila Viegas-Lee, especial para a BBC Brasil em Nova York)

Álvaro Siza – Renomado arquiteto contemporâneo português
“Na evolução das obras de Niemeyer, o que vai se afirmando é a liberdade, o otimismo e sua a alegria em projetar. Ele humanizou a arquitetura.
A criatividade de Brasília é uma espécie de milagre, só explicado pelo momento de encontro entre (interesses) políticos, arquitetos e públicos.
Mas também admiro as obras pequenas, como a Casa das Canoas (projeto da residência de Niemeyer, de 1953), que é uma joia na paisagem, ou o edifício do Partido Comunista Francês, em Paris. O Copan, no centro de São Paulo, tem curvas emocionantes.” BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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Biblioteca Victor Civita – São Paulo – BR

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Museu Nacional – Brasilia – BR

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Centro Administrativo Tancredo Neves – Belo Horizonte – BR

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Auditório Ibirapuera – São Paulo – BR

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Museu Oscar Niemeyer – Curitiba – BR

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Museu de Arte Contemporânea – Niterói – BR

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Catedral de Brasília – Brasília – BR

 

 

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Arena Corinthians

Arena em Itaquera, sede da abertura da Copa, vai ter espaços luxuosos que ajudarão a bancar assentos mais populares.

A cada dia que passa a Fiel está vendo o sonho da casa própria se tornar realidade. Em Itaquera, a Arena Corinthians caminha em ritmo acelerado para receber a abertura da Copa do Mundo de 2014 em um projeto que já conquistou o VIII Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa no ano passado e que tem como principal aspecto conciliar a simplicidade das formas com os anseios do corintiano. “A primeira ideia é que o estádio servisse à torcida, que ajudasse o time a ganhar jogos. Então eu quis botar a torcida dentro do campo para empurrar a equipe”, conta Anibal Coutinho, idealizador do projeto.

 Ele também revela que uma exigência do clube foi dar conforto à torcida. “No estádio não haverá nenhum ponto ruim para ver o jogo, pois as curvas de visibilidade são boas. Optamos por fazer um estádio compacto, para ter a ideia da massa”, diz.

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Com capacidade para 48 mil torcedores, será ampliado para receber a abertura da Copa. Ganhará arquibancadas móveis atrás dos gols e em um dos lados do campo, o que aumentaria sua capacidade para até 72 mil lugares. Mas, para receber o jogo inaugural do Mundial, alguns assentos serão sacrificados para atender posicionamentos de câmeras e áreas vips, o que faria com que a capacidade ficasse em 65 mil lugares. E, justamente por causa da Copa de 2014, a grande dificuldade foi fazer uma arena que servisse ao clube, mas também ao maior evento do planeta.

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“As exigências da Fifa foram um estímulo, pois superamos os desafios e fomos além do que era pedido”, explica Coutinho. “O estádio sairia de qualquer maneira e o legado é para o torcedor corintiano.” Ele revela que o banheiro da área vip será igual ao da área comum. “O banheiro luxuoso é o da área comum, são todos excepcionais. Fizemos também menos cadeiras do que poderíamos colocar, com mais espaço entre elas, para dar um grau de conforto maior.”

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Um ponto alto do projeto arquitetônico é a cobertura, que passa a impressão de que o teto está flutuando em cima das arquibancadas. “Quisemos passar a ideia de leveza, que tem a ver com o futebol do clube, com a categoria dos atletas. É uma identificação e acho que o estádio terá a cara da torcida”, afirma.
A cobertura permite ainda que o estádio seja ventilado e ao mesmo tempo que ela é arrojada arquitetonicamente, também possui o formato perfeito para iluminação HD 3D.
Em reunião com a Osram, empresa que fornecerá a iluminação, o Corinthians ouviu do parceiro que o teto tem boa angulação e altura para as transmissões em três dimensões que serão usadas em 2014.Aliás, a empresa alemã de iluminação é uma das 33 que vão participar de alguma forma da construção do estádio.

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CUSTO REDUZIDO
O Corinthians sentou com cada fornecedor, negociou preços, ofereceu contrapartidas e conseguiu descontos significativos nos produtos. Segundo Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente do clube, a economia que foi feita ajudou até a introduzir novos itens, que não estavam previstos, na arena. “Acho que vamos conseguir fazer uma obra mais barata do que estimamos, mas colocando de 30% a 40% a mais do que imaginávamos”, revela.
O telão que ficará na fachada externa e que mostrará imagens da torcida, considerado o maior do mundo, veio dessa economia que foi feita. Ele terá 170 m de comprimento por 20 m de altura. “Quando começamos a ver os fornecedores, falamos para a Odebrecht: ‘deixa que a gente negocia’. Acredito que até o final do ano teremos acordos com 50 empresas”, lembra Rosenberg. Ele aponta como pontos cruciais do estádio o gramado, as posições das câmeras e a iluminação, lembrando que todos esses itens ficarão acima do que a Fifa exige.

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SETORES
O dirigente diz que vai colocar oito faixas de preços de ingressos, mas partindo do conceito que ele apelida de Robin Hood: cobrar caro de quem pode mais para subsidiar os ingressos de quem pode menos.
“O Corinthians tem capacidade de extrair dinheiro da classe alta como ninguém. Os setores mais caros terão escadas rolantes, elevadores, bares temáticos e restaurantes três estrelas. Isso vai gerar o excedente para baratear os ingressos populares.”
A partir deste princípio de segmentar a arena, Coutinho criou na parte oeste os setores para a elite, onde o Corinthians poderá vender ingressos por temporada, cadeiras vip, etc, para que isso possa subsidiar o estádio inteiro. “A torcida não será expulsa, o Corinthians vai contra a maré. Foram pedidos do clube. A parte vip subsidia o ingresso da massa, e a massa terá o mesmo conforto dos outros setores: ar-condicionado, piso da mesma qualidade, mesmo banheiro.”

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Fonte:
Almir Leite e Paulo Favero – O Estado de S. Paulo
Eduardo Asta / INFOGRAFIA,
Jonatan Sarmento / ILUSTRAÇÃO,
Almir Leite e Paulo Favero/TEXTO E REPORTAGEM
 

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