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Coberturas Residenciais: Tipos e Características

Coberturas Residenciais:  Tipos e Características

1 – CONCEITO

As coberturas têm como função principal a proteção das edificações, contra a ação das intempéries, atendendo às funções utilitárias, estéticas e econômicas e devem preencher as seguintes condições:

a)    funções utilitárias: impermeabilidade, leveza, isolamento térmico e acústico;
b)    funções estéticas: forma e aspecto harmônico com a linha arquitetônica, dimensão dos elementos, textura e coloração;
c)    funções econômicas: custo da solução adotada, durabilidade e fácil conservação dos elementos.

Para a especificação técnica de uma cobertura ideal, o profissional deve observar os fatores do clima (calor, frio, vento, chuva, granizo, neve etc.), que determinam os detalhes das coberturas, conforme as necessidades de cada situação.
Entre os detalhes a serem definidos em uma cobertura, deverá ser sempre especificado, o sistema de drenagem das águas pluviais, por meio de elementos de proteção, captação e escoamento, tais como:

a)    detalhes inerentes ao projeto arquitetônico: rufos, contra-rufos, calhas, coletores e canaletas;
b)    detalhes inerentes ao projeto hidráulico: tubos de queda, caixas de derivação e redes pluviais.

2 – TIPOS DE COBERTURAS

De acordo com os sistemas construtivos das coberturas, suas características estruturai, técnica construtiva e materiais utilizados, podemos classificar as coberturas em:

2.1 – Naturais

a)    Coberturas Minerais: Utilizam materiais de origem mineral, tais como pedras em lousas (placas).  Muito utilizadas na antigüidade (castelos medievais) e mais  recentemente apenas com finalidade estética.  Normalmente requerem superfícies declividade acentuada (50% < d >100 %).  Atualmente, vem sendo substituída por materiais similares mais leves e com mesmo efeito arquitetônico (placas de compostos fibrocimento ou polímeros)

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b) Coberturas Vegetais (sapé):  São caracterizadas pelo uso  de folhas de árvores, depositadas e amarradas sobre estruturas de madeiras. São bastante comuns em residências sul-americanas, principalmente no Uruguai.

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c) Coberturas Orgânicas Beneficiadas: Utilizam tábuas corridas superpostas ou ainda, em chapas de compostos prensados de fibra natural betumados.

coberturas-03d) Coberturas com Membranas: caracterizadas pelo uso de membranas plásticas (lonas), assentadas sobre estruturas metálicas ou de madeiras ou atirantadas com cabos de aço – tensoestruturas, ou ainda, por sistemas infláveis com a utilização de motores insufladores.
e) Coberturas em Malhas Metálicas: caracterizadas por sistemas estruturais sofisticados, em estruturas metálicas articuladas, com vedação de elementos plásticos, acrílicos ou vidros.
f) Coberturas Tipo Cascas: caracterizadas por estruturas de lajes em arcos, em concreto armado, tratadas com sistemas de impermeabilização.
g) Terraços: estruturas em concreto armado, formadas por painéis apoiados em vigas, tratados com sistemas de impermeabilização, isolamento térmico e assentamento de material para piso, se houver tráfego.
h) Telhados: são as coberturas caracterizadas pela existência de uma armação -sistema de apoio de cobertura, revestidas com  telhas (materiais de revestimento). É o sistema construtivo mais utilizado na construção civil, especialmente nas edificações.

3 – COBERTURAS PLANAS

As coberturas planas são caracterizadas planos de cobertura, também denominados de panos ou águas de uma cobertura. Na maior parte dos casos, os planos de cobertura têm inclinações (α – ângulo) iguais e, portanto, declividades (d%) iguais.

Para α < ou =  75º, a área é identificada como cobertura.

Para α > 75º o revestimento é denominado fechamento lateral.

As coberturas horizontais têm inclinação entre 1 a 3% e as consideradas inclinadas tem caimento igual ou maior de 3%. Quanto à inclinação das coberturas, as mesmas podem ser classificadas em:

a)    coberturas com pequenas declividades, denominadas terraços;
b)    coberturas em arcos;
c)    coberturas planas em superfícies inclinadas, determinadas por painéis de captação d’água.

Os sistemas de apoio de coberturas planas podem ser executados em: madeira, metal ou concreto armado (podendo ser misto, também). A escolha e definição do material são determinadas pelas exigências técnicas do projeto, como o estilo, a função, o custo, vão de sustentação, etc. Quanto à definição estrutural, as armações de coberturas podem ser executadas com os seguintes sistemas:

a)    em Madeira:
Sistema de vigas e arcos treliçados em madeira maciça
Sistema de vigas e arcos treliçados em madeira colada
Sistema de treliças tipo tesouras
Sistema tipo cavalete

b)    em Metal:
Sistemas de vigas e arcos treliçados
Sistemas de estruturas especiais (treliças espaciais etc.)

c)    em Concreto Armado:
Sistemas de vigas pré-moldadas
Sistemas de pórticos
Sistemas de estruturas especiais integradas

4 – ELEMENTOS DO PROJETO ARQUITETÔNICO

Nos projetos arquitetônicos, a determinação dos planos de cobertura compõem e determinam a Planta de Cobertura, elaboradas nas escalas: 1:100, 1:200 ou 1:500. Neste elemento de arquitetura definem-se linhas divisórias, denominadas: espigão, água furtada, cumeeira e calhas.

Devem ser indicados por setas ortogonais aos lados do polígono de cobertura, a orientação da declividade dos panos. Junto da seta, deve ser especificada a Inclinação (angulo αº) que o plano de cobertura faz com a horizontal – ou Declividade – tangente trigonométrica da inclinação, indicada pela letra d (d = h/d = tag α %).

4.1 – Especificações do Projeto Arquitetônico

a)    Relação entre inclinação (αº) e declividade (d%):

coberturas-04b)    Altura das Cumeeiras, também chamada de Ponto de Cobertura – é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão.

Normalmente varia entre os limites de 1:2 a 1:8 nos telhados.

coberturas-05c)    Acabamentos Laterais de Coberturas:

1.    Oitão – elevação externa em alvenaria de vedação acima da linha de forro (pé-direito), que ocorrem com a eliminação das tacaniças (planos de cobertura de forma triangular, limitado pela linha lateral da cobertura e dois espigões);
2.    Platibandas – elevação de alvenarias acima da linha de forro, na mesma projeção das paredes, com objetivo funcional de proteção das coberturas;
3.    Beiradas – caracterizadas pela projeção das estruturas de apoio de cobertura além da linha de paredes externas, e a inexistência da execução de acabamento com forro;
4.    Beirais – caracterizados pela projeção das estruturas de apoio de cobertura alem da linha de paredes externas, com a execução de forros. Em algumas definições arquitetônicas, executam-se os prolongamentos das lajes de forro em balanço estrutural, além da linha de paredes externas.

d)    Detalhes Complementares
1.    elementos de captação de águas: canaletas, calhas e ralos;
2.    iluminação e ventilação zenital: clarabóias e domos.

5 – TIPOS DE TELHADOS

5.1 – Uma água (meia água)

Caracterizada pela definição de somente uma superfície plana, com declividade, cobrindo uma pequena área edificada ou estendendo-se para proteger entradas (alpendre)

coberturas-065.2 – Duas Águas

Caracterizada pela definição de duas superfícies planas, com declividades iguais ou distintas, unidas por uma linha central denominada cumeeira ou distanciadas por uma elevação (tipo americano). O fechamento da frente e fundo é feita com oitões.

coberturas-075.3 – Três Águas

Caracterizada como solução de cobertura de edificações de áreas triangulares, onde se definem três tacaniças unidas por linhas de espigões.

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5.4 – Quatro Águas

Caracterizada por coberturas de edificações quadriláteras, de formas regulares ou irregulares.

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5.5 – Múltiplas Águas

Coberturas de edificações cujas plantas são determinadas por superfícies poligonais quaisquer, onde a determinação do número de águas é definida pelo processo do triângulo auxiliar.

 

6 – COBRIMENTO OU TELHAMENTO

O mercado oferece uma diversidade de materiais para telhamento de coberturas, cuja escolha na especificação de um projeto depende de diversos fatores, entre eles o custo que irá determinar o patamar de exigência com relação à qualidade final do conjunto, devendo-se considerar as seguintes condições mínimas:

a)    deve ser impermeável, sendo esta a condição fundamental mais relevante;
b)    resistente o suficiente para suportar as solicitações e impactos;
c)    possuir leveza, com peso próprio e dimensões que exijam menos densidade de estruturas de apoio;
d)    deve possuir articulação para permitir pequenos movimentos;
e)    ser durável e devem manter-se inalteradas suas características mais importantes;
f)    deve proporcionar um bom isolamento térmico e acústico.

6.1 – Chapa de Aço Zincado

a)    existem perfis ondulados, trapezoidais e especiais;
b)    podem ser obtidas em cores, com pintura eletrostática;
c)    permitem executar coberturas com pequenas inclinações;
d)    podem ser fornecidas com aderência na face inferior de poliestireno expandido para a redução térmica de calor;
e)    principais fornecedores: Chapas Dobel (sueca), Mini Kalha Tekno e Perkrom.

6.2 – Telhas Autoportantes

a)    executadas com chapas metálicas ou concreto protendido, em perfis especiais (autoportantes) para vencer grandes vãos, variando de 10 a 30 metros, em coberturas planas e arcadas, sem a existência de estrutura de apoio;
b)    utilizadas em construções de galpões industriais, agrícolas, esportivos, hangares etc;
c)    principais fornecedores: Kalha Tekno, Imasa, Pimental, Macmetal, Cimasa, Cassol, Consid etc.

6.3 – Telhas Metálicas: de Alumínio ou de Aço

a)    fornecidas em perfil ondulados e trapezoidais;
b)    refletem 60% das irradiações solares, mantendo o conforto térmico sob a cobertura. São resistentes e duráveis;
c)    cuidado deve ser observado para não apoiar as peças diretamente sobre a estrutura de apoio em metal ferroso, as peças devem ser isoladas no contato;

6.4 – Telhas Plásticas

a)    fornecidas em chapas onduladas e trapezoidais, translúcidas e opacas, de PVC ou Poliester e em cores;
b)    principais fornecedores: Goyana, Tigre, Plagon, Trorion etc.

6.5 – Telhas Cerâmicas

a)    são tradicionalmente usadas na construção civil;
b)    tipos principais: francesa, colonial, plan, romana, plana ou germânica.

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6.6 – Telhas de Vidro

a)    formatos similares às telhas cerâmicas;
b)    utilizadas para propiciar a iluminação zenital.

6.7 – Telhas de Fibrocimento

a)    são fabricadas com cimento portland e fibras de amianto, sob pressão;
b)    incombustíveis, leves, resistentes e de grande durabilidade;
c)    fácil instalação, existindo peças de concordância e acabamento, e exigindo estrutura de apoio de pouco volume;
d)    perfis variados e também autoportantes, com até 9,0 m de comprimento.

6.8 – Telhas de Chapas Compensadas

a)    feitas com lâminas de madeira compensada, coladas a alta pressão;
b)    incombustíveis;
c)    alta resistência mecânica, suportando peso de cinco pessoas;
d)    refletem os raios solares, permitindo temperaturas interiores mais baixas;
e)    dimensões das peças: C = 2,2 m, L = 1,00 m, e = 6 mm.

6.9 – Telhas de Concreto

a)    telhas produzidas com traço especial de concreto leve, proporcionando um telhado com 10,5 telhas por metro quadrado e peso de 50 kg/m2;
b)    perfis variados com textura em cores obtidas pela aplicação de camada de verniz especial de base polímero acrílica;
c)    alta resistência das peças, superior a 300 kg.

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6.10 – Chapas de Policarbonato

a)    apresentadas em chapas compactas (tipo vidro) ou alveolares, transparentes ou translúcidas, em cores, praticamente inquebráveis (resistência superior ao do vidro em 250 vezes), baixa densidade, resistentes a raios ultra-violeta, flexíveis, material auto extinguível não gerando gases tóxicos quando submetido a ação do fogo;
b)    a aplicação de chapas de policarbonato, devido a variedade de tipos e espessuras, é a solução para inúmeras indicações, tais como: coberturas em geral, luminosos, blindagem, janelas e vitrines etc.;
c)    basicamente as chapas de policarbonato podem ser instaladas em qualquer tipo de perfil: de aço, alumínio ou madeira, porém, é necessário que tenham  boa área de apoio e folga para a dilatação térmica.

7 – ESTRUTURAS DE APOIO

As armações tipo tesouras correspondem ao sistema de vigas estruturais treliçadas, ou sejam, estruturas isostáticas executadas com barras situadas num plano e ligadas umas ao outras em suas extremidades por articulações denominadas de nós, em forma de triângulos interligados e constituindo uma cadeia rija, apoiada nas extremidades.

7.1 – Tipos de Tesouras

Independente do material a ser utilizado na execução de estruturas tipo tesoura, as concepções estruturais são definidas pelas necessidades arquitetônicas do projeto e das dimensões da estrutura requerida, onde podemos ter os seguintes esquemas:

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7.2 – Elementos de uma Tesoura e Terminologia

Para orientar a comunicação com o pessoal nas obras a terminologia das peças que compõem um telhado é a seguinte:

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7.3 – Detalhes de Ligações dos Elementos – Sambladuras e Entalhes

São tipos de ligações práticas entre duas peças de madeiras definidas após verificação das resistências das superfícies de contato ao esmagamento e, às vezes, ao cisalhamento de um segmento da peça (caso específico dos nós extremos da tesoura).

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coberturas-187.4 – Detalhes dos Elementos de Amarração

São os elementos de amarração e de ancoragem que proporcionam a ligação que deve existir entre a edificação e a cobertura. Usualmente os elementos de amarração são constituídos de barras, braçadeiras, cantoneiras ou chapas de aço colocados de forma a fixar as tesouras ou cavaletes firmemente nas lajes, vigas ou paredes da construção de forma a suportar os possíveis esforços médios de arrancamento ou movimentação da cobertura (ventos, chuva,  e dilatação térmica).

coberturas-197.5 – Detalhes dos Elementos de Ancoragem

Os elementos de ancoragem são necessários quando são maiores os esforços de arrancamento da estrutura de cobertura, exigindo dessa forma a execução de dispositivos de aprisionamento das tesouras com maior critério. Nos esquemas a seguir são mostrados sete tipos de ancoragem mais usuais e seus resultados em termos de desempenho (carga média de ruptura).

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7.6 – Detalhes dos Elementos de Captação de Água

Os elementos de captação de águas pluviais de coberturas compõem o sistema de coleta e condução das águas que vai desde o telhado propriamente dito até ao sistema público de destinação dessas águas (drenagem superficial e subterrânea da via pública). Em geral os elementos de captação e condução são executados em chapas de ferro galvanizado, mas podem ser de PVC rígido, fibrocimento ou concreto armado impermeabilizado. Na tabela a seguir são relacionadas as chapas de ferro galvanizado usuais existentes no mercado:

coberturas-21A colocação e fixação dos elementos de captação de água devem ocorrer pouco antes do arremate final do telhado e o engenheiro deve verificar os seguintes pontos antes de liberar a continuidade dos trabalhos, pois é prudente evitar retorno de operários sobre a cobertura para fazer reparos para não causar danos às telhas e acessórios e com isso provocar infiltrações e goteiras:

a)    conferir as emendas (soldas e rebites);
b)    verificar se o recobrimento mínimo é respeitado (8 cm em telhados comuns);
c)    fazer um teste de vazamento e caimento (ver se água fica parada em pontos da calha);
d)    ver se existem juntas de dilatação em calhas com mais de 20 m;
e)    verificar os pontos de impermeabilização

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GLOSSÁRIO

Água – é o tipo de caimento dos telhados em forma retangular ou trapezoidal (meia-água, duas águas, três, quatro águas).
Alpendre – cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas sobre portas ou vãos. Geralmente, fica localizada na entrada da edificação.
Amianto – originado do mineral chamado asbesto, composto por filamentos delicados, flexíveis e incombustíveis. É usado na composição do fibrocimento.
Beiral – parte da cobertura em balanço que se prolonga além da prumada das paredes.
Caibros – peças e madeira de média esquadria que ficam apoiadas sobre as terças para distribuir o peso do telhado.
Calha – é canal ou duto em alumínio, chapas galvanizadas, cobre, PVC ou latão que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais.
Cavalete – é a estrutura de apoio de telhados feita em madeira, assentada diretamente sobre laje.
Chapuz – é o calço de madeira, geralmente em forma triangulas que serve de apoio lateral para a terça ou qualquer outra peça de madeira.
Clarabóia – é a abertura na cobertura, fechada por caixilho com vidro ou outro material transparente, para iluminar o interior.
Contrafrechal – é a viga de madeira assentada na extremidade da tesoura.
Cumeeira – parte mais alta do telhado no encontro de duas águas.
Empena, oitão ou frontão – cada uma das duas paredes laterais onde se apoia a cumeeira nos telhados de duas águas.
Espigão – interseção inclinada de águas do telhado.
Frechal – é a componente do telhado, a viga que se assenta sobre o topo da parede, servindo de apoio à tesoura. Distribui a carga concentrada das tesouras sobre a parede.
Platibanda – mureta de arremate do telhado, pode ser na mesma prumada das paredes ou com beiral.
Policarbonato – Material sintético, transparente, inquebrável, de alta resistência, que pode substituir o vidro, proporcionando grande luminosidade.
Recobrimentos – são os transpasses laterais, inferior e superior que um elemento de cobrimento (telha) deve ter sobre o seguinte.
Rincão (água furtada) – canal inclinado formado por duas águas do telhado.
Ripas – são as peças de madeira de pequena esquadria pregadas sobre os caibros para servir de apoio para as telhas.
Tacaniça – é uma água em forma triangular.
Terças – são as vigas de madeira que sustentam os caibros do telhado, paralelamente à cumeeira e ao frechal.
Tirante – é a viga horizontal (tensor) que, nas tesouras, está sujeita aos esforços de tração.
Treliça – é a armação formada pelo cruzamento de ripas de madeira. Quando tem função estrutural, chama-se viga treliça e pode ser de madeira ou metálica.
Varanda – área coberta ao redor de bangalôs (casas térreas), no prolongamento do telhado.

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NORMAS DO MINISTÉRIO DE TRABALHO
NR – 11 Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais
NR – 18 Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção

LINKS NA INTERNET
Brasilit – http://www.brasilit.com.br/
Eternit – http://www.eternit.com.br/
Imasa – http://www.imasatelhas.com.br/imasa.htm
Infibra – http://www.infibra.com.br/index1.htm
Isdralit – http://www.isdralit.com.br/
Lafarge – http://www.lafarge.com/
Perkrom – http://www.perkrom.com.br/
Precon – http://www.precon.com.br/
Rooftech – http://www.rooftech.com.br

BIBLIOGRAFIA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA. Manual técnico de fibrocimento. São Paulo: Pini, 1988. 180p.
AZEREDO, Hélio Alves de. O edifício e sua cobertura. São Paulo: Edgard Blücher, 1977. 182p.
BAUER, L A Falcão. Materiais de construção. 5ª edição. Rio de Janeiro: RJ. LTC- Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 1994. 935p.
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL DA UEPG. Notas de aulas da disciplina de Construção Civil. Carlan Seiler Zulian; Elton Cunha Doná. Ponta Grossa: DENGE, 2000-2001.
DIRETÓRIO ACADÊMICO DE ENGENHARIA CIVIL DA UFPR. Notas de aulas da disciplina de Construção Civil (segundo volume). Diversos autores. Revisor: Lázaro A. R. Parellada. Apostíla. Curitiba: DAEP, 1997.
ETERNIT. Catálogo personalizado on-line. Disponível na página: http://www.eternit.com.br/etertools/catalogo/. Acessado em 06/09/2001.
GUEDES, Milber Fernandes. Caderno de encargos. 3ª ed. atual. São Paulo: Pini, 1994. 662p.
KLOSS, Cesar Luiz. Materiais para construção civil. 2ª ed. Curitiba: Centro Federal de Educação Tecnológica, 1996. 228p.
PETRUCCI, Eládio G R. Materiais de construção. 4ª edição. Porto Alegre- RS: Editora Globo, 1979. 435p.
RIPPER, Ernesto. Como evitar erros na construção. 3ª ed.rev. São Paulo: Pini, 1996. 168p.
RIPPER, Ernesto. Manual prático de materiais de construção. São Paulo: Pini, 1995. 253p.
SOUZA, Roberto…[et al.]. Qualidade na aquisição de materiais e execução de obras. São Paulo: Pini, 1996. 275p.
VERÇOSA, Enio José. Materiais de construção. Porto Alegre: PUC.EMMA.1975.

Fonte:  UEPG e  Portal Metálica

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Porto Alegre: Parque da Orla do Guaíba

O arquiteto Jaime Lerner e equipe desenvolvem o projeto de requalificação da orla do Guaíba, lago que margeia boa parte da capital gaúcha.

Na primeira etapa da intervenção, o parque terá a extensão de 1,5 quilômetro. Na segunda etapa, o traçado deverá se estender até o arroio Cavalhada, próximo do Barra Shopping, no Cristal, bairro da zona sul de Porto Alegre, totalizando mais de sete quilômetros.

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O projeto considera as intervenções em dois pontos: as imediações da Usina do Gasômetro e a ocupação da faixa linear de terra onde será implantado o parque, situada entre a orla e o dique construído na década de 1940 para conter as cheias.

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Para o entorno da usina está prevista a implantação de um terminal turístico de barcos, com área para embarque e desembarque de passageiros, e a construção de um deque de madeira sobre pilares de concreto e as respectivas áreas de apoio (bilheteria, sanitários e área de espera).

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A praça Júlio Mesquita, hoje separada da praça do Gasômetro pela avenida Presidente João Goulart, será incorporada ao projeto e fará a transição entre o centro histórico de Porto Alegre e a orla.

Serão aumentados o trecho gramado e a arborização da praça do Gasômetro, onde haverá uma baia para o desembarque de passageiros de ônibus turísticos e táxis.

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Ainda nas imediações da usina, prevê-se a construção de um bar em formato circular, sobre a água.

No percurso linear, o projeto estabeleceu três alturas de intervenção. Entre a orla e a cota 2, a primeira faixa é voltada predominantemente à preservação da vegetação ciliar, com acesso e circulação definidos para evitar uso indiscriminado.

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A segunda, um patamar no nível 2 (onde a cota não for inferior deverá ser feito aterro para atingi-la), será ocupada por gramado que servirá como espaço de encontro, contemplação e lazer. Entre ambas se executará um passeio.  A terceira faixa é composta pela estrutura do dique existente (tanto a encosta como o topo) e nela ficará a maior parte dos elementos a serem construídos.

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Na parte superior do dique, a pista de caminhadas e uma ciclovia estarão separadas da avenida por um canteiro de um metro de largura, com espécies vegetais agregadas às existentes e vegetação arbustiva e de forração ordenando a circulação.

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Escadas e rampas levarão da cota mais alta do dique aos patamares inferiores. Bares, quiosques, sanitários, depósitos e módulos de segurança serão implantados na transição para a faixa elevada, cujos pisos, na cota 2,5, deverão estar protegidos das cheias.

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Segundo o arquiteto Jaime Lerner, a intenção do projeto é incorporar o Guaíba ao dia a dia da população.

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Fonte:  PROJETODESIGN – Edição fev 2013 – Texto de Adilson Melendez

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Maracanã: O “templo” do futebol – A arena do Rio de Janeiro

ARENA MUDOU MUITO POR DENTRO . . . E POUCO POR FORA

Da estrutura antiga ficou apenas a fachada, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Após dois anos e oito meses de reformas o maior “templo” do futebol, a arena do Rio de Janeiro o Maracanã reabriu as portas.

Fernandes Arquitetos Associados

Fernandes Arquitetos Associados

Com capacidade para 78.838 pessoas,  área construída de 124 mil m² (antes eram 112 mil m²), as reformas tiveram como prioridade garantir conforto e segurança aos espectadores.

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Conheça em detalhes as diferenças entre o projeto original do estádio carioca e a sua nova versão

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O acesso aos cinco níveis da arena pode ser feito por meio de 17 elevadores, sendo oito panorâmicos, 12 escadas rolantes, que antes não havia no estádio, além de seis rampas.

Nas arquibancadas, um colorido diferente. Os quatro tipos de assentos são em tons de amarelo, azul e branco. Colocados de forma dispersa, eles dão ideia de movimento. Também chamam a atenção os quatro telões, cada um com 98m², suspensos nos quatro cantos da cobertura. Os placares permitem ao público acompanhar lances de jogos e receber as mais variadas informações e dados. O sistema de som da arena reúne 78 alto-falantes dispostos em 26 conjuntos de três caixas, todos fixados na estrutura que dá suporte à cobertura. Oito desses conjuntos são voltados para o campo e os demais, para a arquibancada.

Foto: Marcelo Santos

Foto: Marcelo Santos

Na área VIP há camarotes climatizados, mobiliados, com sanitário privativo, espaço reservado com 10 mil assentos premium na arquibancada, além de um lounge de convivência e serviços de alimentação exclusivos. O Maracanã passa a contar com mais banheiros, 292 no total, e 60 bares: antes eram 24.

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Para garantir a claridade necessária à prática do futebol e para a transmissão de imagens pela televisão foram instalados 396 refletores de dois mil watts cada. Para o trabalho da imprensa, oito estúdios de TV na altura das arquibancadas e outros quatro no nível dos vestiários foram construídos.

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Outra novidade é a cobertura. Formada por uma estrutura de cabos tensionados, erguidos pelo processo conhecido como big lift, o “teto” foi coberto por uma membrana autolimpante e translúcida, que possibilita condições de luz uniforme, inclusive nas áreas superiores das arquibancadas.

A nova cobertura também capta água da chuva para reutilização em uso não potável nos banheiros. Isso faz parte da certificação LEED (Leardership in Energy and Environmental Design), concedido a empreendimentos que apresentam alto desempenho ambiental e energético, em atendimento aos padrões internacionais. O investimento total na reforma do Maracanã foi de R$ 808,4 milhões, sendo R$ 400 milhões de financiamento federal.

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Escritorio Fernandes Arquitetos Associados

As imagens mostram detalhes da cobertura de 68,5 metros feita fibra de vidro e teflon, instalada por alpinistas através de um processo alemão chamado Big lift.

Na área VIP há camarotes climatizados, mobiliados, com sanitário privativo, espaço reservado com 10 mil assentos premium na arquibancada, além de um lounge de convivência e serviços de alimentação exclusivos. O Maracanã passa a contar com mais banheiros, 292 no total, e 60 bares: antes eram 24.

Para garantir a claridade necessária à prática do futebol e para a transmissão de imagens pela televisão foram instalados 396 refletores de dois mil watts cada. Para o trabalho da imprensa, oito estúdios de TV na altura das arquibancadas e outros quatro no nível dos vestiários foram construídos.

Fontes: Portal da Copa: www.copa2014.gov.br; O Estado de São Paulo; Fernandes Arquitetos Associados; Infográfico: Eduardo Asta e Jonatan Sarmento / Webdesign: Carol Rozendo.

www.promethod.com.br

 

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MAR – Museu de Arte do Rio

O MAR – Museu de Arte do Rio, inaugurado em março/2013 na Praça Mauá, zona portuária da cidade, é a mais nova instituição museológica carioca.

Complexo formado por dois prédios, o Palacete D. João VI, de 1916, e um edifício do início da década de 1940, o museu tem como marca arquitetônica uma grandiosa cobertura ondulada feita com 800 toneladas de concreto que une as duas construções.

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O Palacete inaugurado em março de 2013 vai abrigar as salas de exposição do museu. O prédio vizinho vai abrigar a Escola do Olhar, que será um ambiente para produção e provocação de experiências, coletivas e pessoais, com foco principal na formação de educadores da rede pública de ensino.

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O elemento de 1,7 mil m², grande destaque da obra dos arquitetos Thiago Bernardes, Paulo Jacobsen e Bernardo Jacobsen, responsáveis pelo projeto arquitetônico do Museu de Arte do Rio, surgiu somente depois de uma primeira ideia, não concretizada, de unir os dois prédios com uma segunda fachada que se referia a uma rede.

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O complexo do museu engloba 15 mil metros quadrados e inclui oito salas de exposições e cerca de quatro mil metros quadrados, divididos em quatro andares; a Escola do Olhar e áreas de apoio técnico e de recepção, além de serviços ao público. Os dois prédios que formam a instituição serão unidos por meio de uma praça, uma passarela envidraçada e cobertura fluida, em forma de onda – o traço mais marcante da caligrafia dos arquitetos – transformando-os em um conjunto harmônico.

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O MAR terá atividades que envolvem coleta, registro, pesquisa, preservação e devolução à comunidade de bens culturais – sob a forma de exposições, catálogos, programas em multimeios e educacionais, como recomenda a UNESCO.

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Funcionará como um espaço proativo de apoio à educação e trabalhará em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro e outras secretarias de Educação.  A Escola do Olhar terá um programa acadêmico, desenvolvido em colaboração com universidades, para discutir arte, cultura da imagem, educação e práticas curatoriais.  A missão do MAR, sua agenda e programação, a formação de seu acervo e de sua biblioteca, a estruturação de programas educativos e a edição de material, entre outras atividades, serão definidas por um comitê cultural liderado pelo crítico de arte Paulo Herkenhoff, curador do museu. A expografia ficará a cargo de Leila Skaff e a identidade visual, de Jair de Souza.

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Fontes: O Estado de S. Paulo / Portal Portomaravilha

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Biblioteca José Mindlin – USP

Conheça em detalhes a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, que abre oficialmente neste sábado  23/03/13 na Cidade Universitária – SP

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A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin é um órgão da Pró-reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo (USP).  Foi criada, em janeiro de 2005, para abrigar e integrar a brasiliana reunida ao longo de mais de oitenta anos pelo bibliófilo José Mindlin e sua esposa Guita.

A coleção foi doada pela família Mindlin à USP em um gesto de extrema generosidade para com a nação.  Com o seu expressivo conjunto de livros e manuscritos, a brasiliana da BBM é considerada a mais importante coleção do gênero formada por um particular.

São cerca de 17. 000 títulos, ou 40.000 volumes. Parte do acervo doado pertencia ao bibliófilo Rubens Borba de Moraes, cuja biblioteca foi guardada por Guita e José Mindlin desde a sua morte.

A construção de um moderno edifício

A Universidade de São Paulo construiu um moderno edifício de 20.000 m2, no coração da Cidade Universitária em São Paulo. O projeto de arquitetura foi desenvolvido pelos escritórios de Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb, com a assessoria da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.

Tomou-se como paradigma as mais conceituadas bibliotecas americanas, tais como a Beineke Library da Universidade de Yale, a Morgan Library, a New York Public Library e a Library of Congress, bem como a Biblioteca Nacional de Paris.  Além de abrigar os acervos do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) e da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin – garantindo as melhores condições de acesso aos seus usuários – e suas atividades regulares de pesquisa, ensino e extensão, o novo edifício será a sede do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP.

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Fonte: Brasiliana USP e O Estados de SP
infográfico: William Mariotto, Fábio Amano e Jairo Rodrigues

www.promethod.com.br

 

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Paço Municipal de Várzea Paulista

Concurso Público Nacional​ – Classificação: 1º Colocado

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Foi divulgado em agosto último o resultado do Concurso Público Nacional de Arquitetura para o Paço Municipal de Várzea Paulista, promovido pela prefeitura da cidade e organizado pelo núcleo de Jundiaí do IAB/SP.

O primeiro lugar havia sido concedido para a equipe de Éder de Alencar, Cláudio Ferreira, Nonato Veloso, Rodrigo da Cruz e Marcelo Silva, de Brasília, mas um recurso impugnou sua participação, e a equipe que havia ficado com o segundo lugar, foi indicada como vencedora e receberá 550 mil reais para desenvolver o projeto executivo.

A comissão julgadora – formada pelos arquitetos Cícero Petrica, Débora Frazatto, Décio Pradella, Paulo Paranhos e Rosana Ferrari – escolheu ainda os classificados em segundo e terceiro lugar, que receberão, respectivamente, prêmios de 20 mil e 10 mil reais. A ata do júri salienta que o atendimento do edital e aspectos como flexibilidade de plantas, possibilidade de construção em etapas e valorização da paisagem nortearam a análise dos 68 trabalhos inscritos.

O primeiro lugar ficou para a equipe de Sorocaba integrada por Rafael Neves, Beatriz Martinhão e pelos colaboradores Gustavo Martinhão e Luana Briene.

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A proposta tira partido do vazio às margens da ferrovia para criar um conjunto que pudesse contribuir para a formação da identidade de Várzea Paulista e para a consolidação de sua malha urbana.

O projeto parte de uma grande praça no nível da avenida que serve de cobertura ao estacionamento. De linhas pavilhonares, os volumes do Legislativo e do Executivo buscam comunicação com o entorno por meio da linguagem arquitetônica.

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Um recorte no piso da praça permite observar o funcionamento do plenário logo abaixo. A disposição dos programas leva em consideração a infraestrutura existente e futura.

Mais Fácil, biblioteca, auditório, plenário, estacionamentos e teatro ocupam a porção mais baixa do lote.  Essa localização é estratégica para atender aos pedestres que desembarcarão na futura estação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) junto do complexo.

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Fonte: Arcoweb | ProjetoDesign out/12
Autores: Rafael Neves, Beatriz Martinhão / Colaboradores: Gustavo Martinhão, Luana Briene​
Local: Várzea Paulista/SP​    |    Ano: 2012
 

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Brasília: Arena tem a cara da cidade

Mané Garrincha vai ficar pronto em dezembro e terá uma extensa agenda de shows e eventos após a Copa do Mundo no País.

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CRÉDITOS:
INFOGRAFIA: Eduardo Asta
ILUSTRAÇÃO: Jonatan Sarmento
TEXTO E REPORTAGEM: Almir Leite e Paulo Favero
FONTE: O Estado de São Paulo
 

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